Na Grande Muralha:
Author: Sérgio
Pequim – 2º dia
Pequim – 1º dia
Vistos-Burocracias
De modo a fazer o trajecto desejado tinhamos atravessar os seguintes países: China, Mongólia, Rússia e Filândia. Exceptuando a Filândia todos os outros países exigem vistos para cidadões portugueses. Depois de fazer alguma investigação na web descobri a seguinte informação:
China
- Site da embaixada
- Morada do Consulado:
- Requisitos:
- Impresso de pedido de visto devidamente preenchido, pode ser obtido no site
- 1 Fotografia tipo passe
- Fotocópia do seguro de viagem
- Comprovativo de viagem: só foi preciso da viagem de ida, apresentei o bilhete electrónico da companhia aérea.
- Comprovativo de trabalho: basta pedir na vossa empresa
Detalhes:
Depois de um telefonema para lá descobri que o consulado está aberto todos os dias da semana e recebe pedidos de visto entre as 9h e as 13h.
Quando foi fazer a entrega da documentação não tive problema nenhum entreguei tudo, foi me dado um recibo e a indicação de um NIB para onde tinha de fazer a transferência. Essa transferência tem de ser feita no multibanco e o comprovativo entregue quando recebemos os vistos. O tempo de entrega foi de 4 dias úteis.
Mongólia
- Site da embaixada
- Morada do Consulado: Não existe em Portugal
- Requisitos:
- 1 Fotografia tipo passe
- Fotocópia do seguro de viagem: Fiz um seguro na AXA, que englobou todo os dias da viagem
- Impresso devidamente preenchido (pode ser obtido no site da embaixada)
- Comprovativo de viagem
Detalhes:
A Mongólia apresentou-se como o pais mais complicado para obter visto, já que não tem representação diplomática em Portugal e a representação mais próxima é em Paris. Depois de alguma investigação descobri que tinha duas hipóteses:
- Usar os serviços de uma agência de vistos. Por exemplo: Mon Visa
- Pedir a um amigo que viva em Paris que entregue os nossos passaportes e documentação na embaixada. Para tal essa pessoa tem de ter uma procuração que lhe permita entregar e levantar os passaportes. Vejam um exemplo da procuração aqui.
Rússia
- Site da embaixada
- Morada do Consulado: Rua Visconde de Santarém, 57, 1000-286 Lisboa
- Requisitos:
- Impresso devidamente preenchido (pode ser obtido no site da embaixada)
- Fotocópia do seguro de viagem: Fiz um seguro na AXA, que englobou todo os dias da viagem
- Voucher da Agência de viagens: Numa viagem normal este voucher pode ser fornecido pelo hotel onde vão ficar ou pela agência de viagens, mas como este não era o caso tive de recorrer aos serviços dum website (indicado pelo Lonely Planet):WayToRussia . Neste site indicamos as datas de entrada e saída, o percurso, fazemos o pagamento com cartão de crédito eles providenciam o documento via email. Basta imprimir e levar
- Passaporte com validade minima de 6 meses
- Fotografia tipo passe
Detalhes:
O maior problema do visto Russo é a indicação da data de entrada e saída, as datas que são indicadas no voucher e no impresso tem de ser exactamente as mesmas. Além disso o visto fica limitado as datas só se pode entrar no pais depois do dia de entrada (inclusive) e tem de se sair antes do dia de saída (inclusive).
Quanto ao seguro utilizei o da AXA que é uma das agências que o consulado Russo reconhece directamente, atenção que a data dos seguro tem de englobar completamente as datas do visto.
Trajecto
Ao pensarmos no Trans-Siberiano supomos que existe uma rota fixa pré-determinada, um só bilhete de comboio, um só comboio que não se fazem paragens, etc…
Na realidade existem varias possibilidades de trajecto, vários comboios possíveis, as paragens e a duração das mesmas e determinada por nós.
No entanto existem três rotas principais:
- Trans-Siberiano: de Moscovo a Vladivostock
- Trans-Manchuriano: de Moscovo a Pequim sem passar na Mongolia
- Trans-Mongoliano: de Moscovo a Pequim atraves da Mongolia
Um das variações que se pode fazer é inverter o trajecto, outra e fazer paragens diferentes ou percursos diferentes e por último e fazer extensões ao trajecto.
No nosso caso decidimos fazer o Trans-Mongoliano ao contrário, e em vez de acabar em Moscovo vamos até Helsinquia.
Quanto as paragens ainda e um work in progress vamos ver o que tempo e o orçamento nos permite.
P.S: Perdoem-me a falta de acentos mas num teclado chines está dificil de encontra-los….
No início havia o sonho
O sonho desta viagem começou há anos atrás quando li Corto Maltese na Sibéria, neste livro o herói encontra-se a determinada altura num comboio na rota do Transiberiano onde tem encontros e desencontros na fronteira da Russia com a China.
Anos mais tarde dou por mim a ler a revista da ACP e na secção de viagens dou de caras com a proposta de fazer um Trans-Siberiano. Depois de ler com mais atenção percebo que é uma viagem de pacote turistico, com tudo organizado e horários fixos, ou seja, não era o meu tipo de viagem além de custar mais de 5.000 euros por pessoa!
Depois de mais umas investigações descubro no site Seat61.com ( altamente recomendável para todos que gostam de viajar de comboio) que é possivel fazer a viagem sem ser em tour, pois todo percurso faz parte da linha normal dos vários países, é “só” chegar as estações e ir comprando os bilhetes.







